Salve Deus, meu filho Jaguar!
Nos diz Amanto que as antigas tribos tinham suas superstições e crenças. Antes de partirem para uma batalha, ficavam em volta da Chama da Vida, invocando os Cavaleiros das Nuvens mandados pelo grande Deus Apolo, que vivia no Templo de Delfos.
E durante o tempo em que permaneciam nas guerras, os reis mandavam as mulheres levarem suas oferendas ao Deus Apolo.
Somente Esparta ficava desamparada. Estava excluída desta proteção. Então, a visita de Pytia a Leônidas não era somente o amor e a caridade pela Rainha Exilada e, sim, todo este acervo do fenômeno dos tambores, que fez toda a Esparta respeitar o Deus Apolo. Tanto que Leônidas entregou todo o seu povo nas mãos de Pytia para proteger esta dinastia.
Deus, porém, mostrou a Leônidas que a sua vontade tão somente não impedia os desígnios daquela rainha.
Enquanto Leônidas partia com suas tropas protetoras, já acontecia o grande desastre: a força contrária já estava escondida e não se sabe o que foi feito da Rainha Exilada.
Leônidas, aflito, foi se explicar à Sacerdotisa, temendo ser recriminado por ela, e ficou estarrecido com aquela mulher. Ela era realmente algo distante do seu alcance e da sua tirania, e espiritualizou toda a sua tribo. E os soldados voltaram todos.
Eis porque Pai Seta Branca afirmou entre nós o Turigano.
Cada vez que um Mestre Adjunto representante do Reino Central abre o seu plexo no Turigano e busca o caminho verde da regência do Cavaleiro Especial, haverá o fenômeno físico do ouro e da prata.
Eis porque o Pai Seta Branca deseja que, todos os domingos, seja realizado este trabalho, para que os seus filhos partam, todos tendo toda a proteção deste Amanhecer.
NOTA: Só quem poderá fazer este trabalho é o Cavaleiro Especial consagrado neste Amanhecer, que tem os mistérios de Pytia, que viveu as heranças transcendentais do Delta do Nilo.

Tia Neiva
21-10-84